Política
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‘Briga de família’ no Fed de Warsh já começou

Duas semanas atrás, o presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, disse que queria ter uma “briga de família” saudável com os outros dirigentes do banco central americano na reunião de política monetária do fim deste mês. No entanto, se depender do diretor Christopher Waller, essa briga será pública e com direito a discordâncias em diversos pontos levantados por Warsh. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. -
Com live shopping para lojistas, ALLOS leva vendas dos shoppings às redes sociais

O avanço das redes sociais como plataforma de vendas no Brasil começa a redesenhar a dinâmica do varejo e a abrir espaço para novos formatos de conversão. De olho nesse movimento, a ALLOS, a maior plataforma de serviços, entretenimento, lifestyle e compras do Brasil, avança em sua estratégia de live shopping com a abertura de um novo estúdio no NorteShopping, no Rio de Janeiro. A unidade se soma ao projeto piloto iniciado no Shopping da Bahia, em Salvador, e reforça a aposta da companhia em transmissões ao vivo como um novo canal de vendas para lojistas. Nesse formato, produtos são apresentados em transmissões ao vivo com possibilidade de compra imediata, encurtando a jornada do consumidor e ampliando o alcance das marcas para além do fluxo físico dos shoppings. Ao mesmo tempo, a adesão ao live commerce ainda depende da capacidade dos lojistas de produzir conteúdo relevante e manter frequência nas transmissões, um desafio adicional para operações menos estruturadas. “Estamos acompanhando a tendência de consumo a dois cliques e o live shopping é mais uma iniciativa que fortalece nossa estratégia phygital, combinando experiência presencial e alcance digital. Assim, geramos valor para nossos lojistas com uma ferramenta que tem alto potencial de conversão e que transcende as barreiras físicas”, afirma Ana Paula Niemeyer, diretora de Marketing da ALLOS. Desenvolvido em parceria com a Play2Shop, o projeto conta com um estúdio com estrutura para gravação e transmissão, além de suporte técnico e treinamento para lojistas. A proposta é que vendedores, marcas e criadores de conteúdo utilizem o espaço para produzir lives voltadas à conversão em vendas. O treinamento inclui desde a definição de roteiro e linguagem até orientações sobre exposição de produtos, precificação e gestão de pedidos gerados durante as transmissões. Estúdio deve ser utilizado por vendedores, marcas e criadores de conteúdo em lives voltadas à conversão em vendas Divulgação Expansão e integração ao ecossistema digital A unidade do NorteShopping, com cerca de 80 metros quadrados, é a segunda do projeto e sucede a inauguração do primeiro estúdio no Shopping da Bahia, onde a operação foi iniciada em março. A primeira transmissão no local foi realizada com a Arezzo. A iniciativa faz parte da estratégia da ALLOS de diversificar canais de receita diante de um consumidor mais digital. O uso do estúdio é gratuito, mediante agendamento, e inclui capacitação para vendedores. “Estamos vivendo a evolução do varejo para um modelo verdadeiramente phygital. Nosso objetivo é gerar um novo canal de receita para o varejo físico, conectando o estoque das lojas ao alcance e à escala das plataformas de entretenimento digital”, afirma Gabriela Comazzetto, fundadora e CEO da Play2Shop. A expectativa é que, com o uso recorrente da ferramenta, os lojistas consigam testar formatos, ajustar abordagens e ganhar escala nas vendas digitais. O plano prevê ainda a instalação de um terceiro estúdio em um empreendimento da companhia em São Paulo, ainda em definição. NorteShopping ganhou o segundo estúdio para live shopping no último dia 7 Divulgação Além da estrutura física, o projeto envolve integração com plataformas de venda e logística, permitindo que as compras realizadas durante as transmissões sejam processadas e entregues diretamente ao consumidor. A operação também se apoia em dados de comportamento de consumo para orientar campanhas e identificar oportunidades de maior conversão. “Mais do que uma iniciativa de inovação, é uma evolução do nosso papel como plataforma multilateral que conecta nossos parceiros de negócios aos nossos clientes, oferecendo soluções que geram resultado concreto para as marcas”, diz Ana Paula. Ao investir no live shopping, a ALLOS testa um modelo que combina varejo, conteúdo e serviços digitais, em linha com a transformação da jornada de compra. O movimento aponta para a ampliação do alcance das marcas instaladas em seus shoppings e para a exploração de novas dinâmicas de engajamento e receita no ambiente digital. -
Cabotagem pode ganhar espaço à medida que empresas buscam reduzir emissões da logística

A forma como as mercadorias circulam pelo Brasil começa a ganhar um peso cada vez maior nas estratégias de descarbonização das empresas. Em um país onde cerca de 63% da movimentação de cargas ainda depende do transporte rodoviário, de acordo com a — o modal mais intensivo em emissões de gases de efeito estufa —, a escolha entre caminhão, trem ou navio deixa de ser apenas uma decisão operacional e passa a influenciar também as metas climáticas e os inventários corporativos de carbono. Um levantamento da empresa brasileira de navegação costeira Norcoast ilustra esse potencial. A companhia calculou que suas operações de cabotagem evitaram a emissão de 317,8 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO₂e) em 2025 em comparação com um cenário hipotético em que as mesmas cargas tivessem sido transportadas exclusivamente por rodovias. A análise envolveu 49.611 fretes, que movimentaram aproximadamente 957 mil toneladas de carga ao longo do ano. Segundo o estudo, a operação intermodal da empresa — que combina transporte marítimo com trechos rodoviários para coleta e entrega — emitiu 123,2 mil toneladas de CO₂e, enquanto a simulação de um transporte totalmente rodoviário chegaria a 441 mil toneladas, uma diferença de 72,1%. A intensidade de carbono também foi menor: 128,7 quilos de CO₂e por tonelada transportada, contra 460,7 quilos no cenário exclusivamente rodoviário. "A cabotagem não elimina o transporte rodoviário, que segue essencial nas pontas, mas reduz a dependência de longos trajetos por estrada e melhora de forma relevante a intensidade de carbono da cadeia logística", afirma Fabiano Lorenzi, CEO da Norcoast. O estudo ganha relevância em um contexto em que a matriz logística brasileira permanece fortemente concentrada nas rodovias. Dados apresentados pelo Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS) indicam que 63,4% das cargas transportadas no país utilizam caminhões, enquanto as ferrovias respondem por 18%, o transporte aquaviário por 14,6%, os dutos por 4,1% e o modal aéreo por apenas 0,1%. Na avaliação do executivo, a concentração da matriz logística não decorre apenas da preferência pelo caminhão, mas também da limitada oferta de alternativas para longas distâncias. Essa dependência aparece também nas emissões. Segundo o Inventário CNT 2025, produzido pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), o setor de transportes brasileiro lançou 190 milhões de toneladas de CO₂ equivalente em 2023, sendo 92,9% provenientes do transporte rodoviário. Dentro desse universo, os caminhões respondem por cerca de 34% das emissões, enquanto os automóveis flex representam outros 30%. "Cada vez mais as empresas precisam conhecer a pegada de carbono de suas cadeias de suprimentos. Quando conseguimos apresentar esse impacto por frete, rota e operação, a escolha do modal deixa de considerar apenas custo e prazo e passa a integrar também a estratégia de sustentabilidade", diz Lorenzi. Segundo o executivo, o Brasil reúne características favoráveis à expansão da cabotagem, como uma extensa costa marítima, grande concentração da população e da atividade econômica no litoral e corredores logísticos que conectam regiões produtoras a grandes centros consumidores. A própria criação da Norcoast veio desta aposta. Criada pela brasileira Norsul e pela alemã Hapag-Lloyd, a Norcoast entrou em operação em fevereiro de 2024 mirando no crescimento do transporte de contêineres pela costa brasileira e na migração de cargas que hoje percorrem longas distâncias por rodovia. Segundo a Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (ABAC), o segmento movimentou 1,9 milhão de TEUs em 2025, alta de 24% sobre o ano anterior. Desse total, 45%, ou 876 mil TEUs são de movimentações domésticas de carga. Cada TEU equivale ao volume de um contêiner padrão de cerca de 6 metros de comprimento. Só a cabotagem de mercadorias domésticas cresceu 15% no ano passado. Em 2024, o segmento local já havia registrado aumento de 10%. Cabotagem: Movimentação decontêineres em TEUs Com quatro navios e cerca de 600 clientes, a Norcoast afirma que vê espaço para ampliar participação em um mercado estimado em aproximadamente 4 mil embarcadores (proprietários das cargas). Além da expansão da cabotagem, a estratégia inclui oferecer uma operação integrada entre transporte marítimo e rodoviário e usar a menor intensidade de emissões do modal como argumento para atrair empresas pressionadas a reduzir a pegada de carbono de suas cadeias logísticas. "O primeiro movimento que observamos é o das empresas buscando medir suas emissões para entender onde estão as principais oportunidades de redução", afirma Bruno Alonso, especialista em emissões da Norcoast, e responsável pelo estudo. Alonso explica que a grande diferença na pegada de carbono dos modais está no volume de carga transportada. Embora o transporte marítimo também utilize combustíveis fósseis, um único navio da empresa pode transportar até 3,5 mil TEUs, permitindo diluir as emissões entre diversos embarcadores. Como base de comparação, um caminhão carreta padrão geralmente transporta 1 TEU; carretas maiores, com três eixos ou mais, conseguem levar 2 TEUs, no máximo, dependendo sempre do peso total da carga para respeitar os limites de balança rodoviários. "O cerne principal da discussão é que temos um modal com menor intensidade de carbono. Não estou afirmando que não emitimos CO₂ equivalente, mas, pela logística da modalidade, a gente consegue transportar mais carga", explica Alonso . Além da escala, a empresa atribui parte da eficiência a medidas operacionais, como controle da velocidade das embarcações, otimização da operação dos motores e uso de combustível marítimo de baixo teor de enxofre (LSFO). A companhia afirma ainda monitorar alternativas como biocombustíveis e hidrogênio verde, embora reconheça que essas tecnologias ainda exigem investimentos elevados e adaptações estruturais antes de uma adoção em larga escala. Fabiano Lorenzi, CEO da Norcoast Norcoast/Divulgação A logística entra na agenda climática Para especialistas, a importância da discussão vai além da redução direta das emissões do transporte. À medida que cresce a pressão regulatória e de investidores para que empresas contabilizem as emissões indiretas de suas cadeias produtivas — conhecidas como Escopo 3 no GHG Protocol —, a escolha do modal logístico passa a influenciar o desempenho ambiental de setores muito além do transporte. A pressão regulatória sobre o transporte marítimo global também cresce. A Organização Marítima Internacional (IMO), agência especializada da ONU, aprovou em julho de 2023 uma estratégia revisada de redução de emissões de gases de efeito estufa que estabelece metas progressivas para o setor: corte de pelo menos 20% — com ambição de chegar a 30% — até 2030, e de pelo menos 70% — buscando 80% — até 2040, em relação aos níveis de 2008, com objetivo de atingir emissões líquidas zero por volta de 2050. Para apoiar essa trajetória, a estratégia prevê ainda que combustíveis de emissão zero ou próxima de zero representem pelo menos 5% da matriz energética do setor já em 2030, além do desenvolvimento de um padrão global de combustíveis e um mecanismo de precificação de emissões marítimas. Embora o documento não seja juridicamente vinculante em si, as medidas criadas para implementá-lo podem ser cobradas. O Carbon Intensity Indicator (CII), indicador que classifica anualmente o desempenho de eficiência de carbono de cada navio, está em vigor desde 2023. A Norcoast, por exemplo, já monitora o desempenho da frota com a métrica. Segundo Alonso, um dos principais movimentos observados atualmente entre as empresas é justamente a medição das emissões. "O primeiro passo que as empresas estão fazendo é começar a analisar e medir as suas emissões. Por sermos uma empresa jovem, estamos conseguindo iniciar esse processo de inventariar absolutamente tudo", afirma. A metodologia utilizada pela Norcoast segue as diretrizes do GHG Protocol e considera tanto as emissões dos navios quanto dos trechos rodoviários contratados para coleta e entrega das cargas. O estudo comparou essas emissões com uma simulação em que os mesmos volumes, origens e destinos fossem atendidos exclusivamente por caminhões. Apesar dos resultados, a cabotagem ainda ocupa uma parcela relativamente pequena da matriz logística brasileira. O modal representa aproximadamente 11% do transporte de cargas no país, sendo que o segmento de contêineres — no qual a empresa atua — responde por cerca de 1% desse total. Para Lorenzi, ampliar a participação do transporte marítimo não significa substituir os caminhões, que continuarão sendo fundamentais nas etapas de coleta e distribuição. O desafio, afirma, é aumentar a integração entre os diferentes modais para reduzir a dependência das longas viagens rodoviárias e, ao mesmo tempo, tornar a logística brasileira mais eficiente e menos intensiva em carbono. Bruno Alonso, especialista em emissões da Norcoast, e responsável pelo estudo Norcoast/ Divulgação -
Bolsas da Ásia terminam sessão com valorização; Xangai avança mais de 1%

As principais bolsas asiáticas fecharam em alta nesta terça-feira. Em Tóquio, o Nikkei 225 subiu 0,7%, para 67.743,50 pontos; o Hang Seng, de Hong Kong, ganhou 0,5%, aos 24.340,73 pontos; o Xangai Composto, de Xangai, avançou 1,4%, para 3.967,13 pontos; e o Kospi, de Seul, encerrou com aumento de 0,7%, aos 6856,83 pontos. O índice Shenzhen Composto registrou alta de 2,3%, aos 2.626,15 pontos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro. -
Ambiente de negócios pressiona a agenda dos CFOs

A cadeira de CFO (chief financial officer ou diretor financeiro) ganha novas responsabilidades a cada dia. Executivos empossados este ano relatam ao Valor desafios ligados à volatilidade macroeconômica e à necessidade de estabelecer trocas constantes de informações com os demais colegas do C-level para uma melhor condução dos negócios. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.